Renovados pela noite de sono e as lembranças do início de tudo, era hora de iniciar a jornada.

Enquanto as mulas já levavam as mochilas e duffels para os campos base, nós finalizávamos a preparação dos equipamentos na mochila de ataque e o lanche de trilha e muita água, pois íamos precisar de energia para o trekking até o Campo Base 1 – Confluência.

Embalados pelo rock do grupo Queen e tomados por uma expectativa muito grande seguimos em uma van diretamente para a entrada do Parque Provincial Aconcágua onde já foi possível sentir o clima da expedição com o encontro de montanhistas de todas as partes do mundo.

Depois de apresentamos nosso permiso e ouvirmos as instruções gerais dos guarda-parques (como a séria questão da conservação e do lixo em alta montanha), fizemos nossa oração de agradecimento, nosso pedido de proteção e de que a expedição fosse uma experiência transformadora!

E assim começam a ser dados os primeiros passos de nossa jornada no Aconcágua que se iniciou quase 1 ano antes com o planejamento, aquisição dos equipamentos e treinos de nosso coach Rapahel Bonatto.

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A energia das montanhas e a chegada a Confluência

 O trekking até Confluência é de dificuldade média, com subidas suaves mas constantes e trilhas em meio a pedras com duração entre 4 e 5 horas.

Mas também é muito agradável, passando pelas lagunas que, devido ao efeito estufa, estão bem reduzidas, observando as belezas do parque e já sentindo a energia das montanhas.

Estava um dia de muito calor e foi fundamental termos protetor solar e os equipamentos adequados para minimizar os efeitos do sol e dos ventos.

Avistar novamente o Campo Base de Confluência e seus 3.368 m de altitude e rever o exato ponto em que nos encontramos durante a Ultramaratona Aconcágua 3 anos antes, foi  uma imensa alegria e desta vez porque fomos todo o caminho juntos, lado a lado.

Após fazer o check in junto aos guarda-parques, logo fomos para as nossas boas vindas no dome reservado para o grupo, onde petiscos e suco nos esperavam para recompor as energias e, em seguida, fomos guardar nossos equipamentos na tenda e beliches com colchonete (ah como foram bons os colchonetes!!).

No jantar e nas voltas pelo Campo Base, a noite foi de apreciar o céu maravilho, estreitar o contato com o grupo e os outros montanhistas e descansar.

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Plaza Francia: a impressionante Parede Sul do Aconcágua

 Já como nosso ciclo 2 de aclimatação para alta montanha, no dia seguinte fomos bem cedo fazer um trekking até Plaza Francia que está a 4.200m de altitude.

È um percurso com 10 horas de duração (ida e volta) e com dificuldade média pelas subidas e pedras mas tem um ingrediente a mais que é o aumento da altitude e, como já estávamos bem aclimatados desde nosso ciclo 1, quase não sentimos os seus efeitos.

No caminho nos deparamos com lindos glaciares e perdemos realmente o fôlego quando avistamos a Parede Sul da montanha mais alta das Américas que é de uma imponência indescritível e de uma magnitude estonteante.

Com este visual incrível, fizemos nosso almoço de trilha com sanduiche, chocolates, sucos e a suplementação que nossa nutricionista Lívia Hasegawa recomendou e que foi fundamental para nossa energia e recuperação muscular durante toda a expedição.

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Controle médico e liberados para seguir para o Campo 2 – Plaza de Mulas

 Depois de jantarmos em Confluência, todo o grupo foi ao controle médico para medir a pressão arterial e a saturação de oxigênio.

Essa avaliação é bem criteriosa e os médicos tem total autoridade para não permitir a continuação da expedição se algum montanhista não estiver em condições.

Nossa alegria foi imensa quando, depois de uma conversa com os médicos recebemos a permissão de continuar em nossa expedição ruma a Plaza de Mulas pois estávamos muito bem aclimatados – Andrea com 95 de saturação e Ricardo com 93 de saturação.

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